sexta-feira, 13 de julho de 2012

Empatia


Minha mãe diz que, às vezes, tenho uns "papos muito esotéricos", mas acho, de verdade, que essa coisa de energia é poderosa. E mexe até no tempo.

Estava começando a escrever esse post quando fui interrompida pela chegada das minhas roomies e, com elas, novidades, declarações polêmicas e decisões domésticas.

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O que chamo de energia gostosa, costumam chamar de empatia. Acho legítimo. Não é algo que se cria, mas que se reconhece e para mim seja, talvez, o que primeiro se busca (ou se encontra?) naquele que vai ser seu amigo de verdade. 

Não é preciso ser parecido em tudo. No gosto, no jeito, nas ambições...Mas algum elo tem que existir. E é essa sintonia fina que altera nossa noção de tempo quando estamos entre os mais queridos. 
Em sua natureza sutil, o elo da amizade vai se criando de maneiras alheias ao nosso conhecimento, às vezes, rapidamente, outras se tecendo por períodos mais longos... Mas é engraçado quando somos sacudidos pela realidade de que a tal intimidade sincera, a tal energia gostosa, brotou gratuita, na espreita, e já é parte da gente.

Foi assim hoje, uma quinta-feira normal, quando os planos de todas foram adiados para o dia seguinte porque, de repente, nada era mais importante do que ficar ali. Na risada, na revolta e na certeza de que amanhã vamos nos ferrar para acordar, éramos todas uma só. 

Ops, o tempo voou. Já é amanhã.