Minha mãe diz que, às vezes, tenho
uns "papos muito esotéricos", mas acho, de verdade, que essa coisa de
energia é poderosa. E mexe até no tempo.
Estava começando a escrever esse post quando
fui interrompida pela chegada das minhas roomies e, com elas, novidades,
declarações polêmicas e decisões domésticas.
...
O que chamo de energia gostosa, costumam
chamar de empatia. Acho legítimo. Não é algo que se cria, mas que se reconhece
e para mim seja, talvez, o que primeiro se busca (ou se
encontra?) naquele que vai ser seu amigo de verdade.
Não é preciso ser parecido em tudo. No gosto,
no jeito, nas ambições...Mas algum elo tem que existir. E é essa sintonia fina
que altera nossa noção de tempo quando estamos entre os mais queridos.
Em sua natureza sutil, o elo da amizade vai
se criando de maneiras alheias ao nosso conhecimento, às vezes, rapidamente,
outras se tecendo por períodos mais longos... Mas é engraçado quando somos
sacudidos pela realidade de que a tal intimidade sincera, a tal energia
gostosa, brotou gratuita, na espreita, e já é parte da gente.
Foi assim hoje, uma quinta-feira normal,
quando os planos de todas foram adiados para o dia seguinte porque, de repente,
nada era mais importante do que ficar ali. Na risada, na revolta e na
certeza de que amanhã vamos nos ferrar para acordar, éramos todas uma só.
Ops,
o tempo voou. Já é amanhã.