segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Sucessos monocromáticos
Ainda não li "50 tons de cinza". Não por preconceito - muito pelo contrário - quem me conhece sabe que devoro trilogias à la Senhor dos Anéis, romances como Crepúsculo e defendo Harry Potter com todas as forças, mas há dois exemplares que gritam Christian Grey sendo finalizados em casa... então aguardo em benefício das árvores.
No entanto, em meio à espera, me empenhei em descobrir o que fascina as leitoras na história (só conheço mulheres que estejam enlouquecidas lendo os livros) e me surpreendi ao descobrir que não passa de uma descrição bem realista, e talvez super apimentada, de um romance moderno como outro qualquer. Foi interessante, também, notar que, por mais cativante que seja a história, ela não supera o prazer de um relato bobo, mas verídico. Todo mundo quer carinho, quer romance. Assim, a simples menção de uma novidade, páginas são fechadas, orelhinhas marcadas e Anastasia e sua vida louca podem esperar... Um whatsapp pode render mais do que uma trilogia na vida real!
Por fim, escrevo porque acho super estimado esse sucesso monocromático. O nome em si já me irrita. Tons de cinza? Alou! Romance, por mais louco, masoquista, esquisito que seja, devia ser colorido, de tons fortes até. Preto se o bicho pegar...mas não cinza, essa coisa mais ou menos.
Das duas uma, ou sou uma excelente contadora de histórias e transformo minha vida numa trama divertidíssima, ou presto mais atenção do que a média das pessoas nas coisas gostosas que acontecem o tempo todo com a gente.
Sério, espero que a vida das pessoas não esteja um tédio.
Peguem seus Christians e boa noite!
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