terça-feira, 3 de setembro de 2013

Deixar ir

É difícil.

Desapegada das coisas, de dinheiro, e até mesmo daquela pressão social de estar sempre presente para se provar interessado. Preferir ser a ter e talvez, por isso, o desapego. 
Exceto com fotografias. Para os incríveis pedacinhos de vida congelados, vale a exceção à regra. Todo zelo é pouco.

Vivendo num mundão desse tamanho, é com naturalidade que cultiva amizades à distância, se os rumos forem diferentes.
Mas sem drama. Daquele jeito descompromissado de quem gosta de graça e estará disponível sempre e em qualquer lugar. Se rolar chopp às quintas, melhor ainda.

Uma vontade absurda de rodar o planeta ocupa parte da mente todo o tempo. E pensar roteiros é um dos passatempos automáticos em tardes de preguiça.

Mas nada disso combina com a deficiência nata em deixar ir. Até mesmo o que não aconteceu.
Saudade do que poderia ter sido e (ainda) não foi é um dos sintomas mais graves de quem não sabe deixar ir.

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Vem o intervalo e a OLX prega o desapego no comercial de TV.

Falar é fácil.