quinta-feira, 4 de junho de 2015

Dilema do Prisioneiro

Não acredito em coincidências. 

Nunca acreditei. 

Acho que antes mesmo de entender exatamente o conceito, já repelia a idéia.

Na faculdade, não por acaso, me encantei com o estudo da Teoria dos Jogos, um ramo da matemática aplicada que estuda situações estratégicas onde jogadores escolhem diferentes ações na tentativa de melhorar seu retorno.

E, afinal, é em busca do que nos faz mais feliz que vamos tomando nossas decisões nessa vida, né? 

A meu ver, no entanto, a limitação da modelagem - ferramenta tão amada por nós economistas - está no dinamismo da vida que não é contemplado: as decisões são concomitantes, abruptas, sem conversa e sem negociação, já que, na maioria das vezes, um jogador não pode esperar o outro se decidir para só então seguir em frente... Por outro lado, há um ponto impecavelmente realista na teoria: não dá para voltar atrás. 

Indo um pouco mais a fundo no tema, aprendi com a genialidade de John Nash que nem todo jogo precisa ser de soma zero. Ou seja, Tim Maia que me perdoe, mas não necessariamente um nasce para sofrer enquanto o outro ri. Só é preciso tolerância e paciência para se chegar nesse equilíbrio onde as duas partes ganham ou, no mínimo, perdem menos. Valeu um Nobel pro cara, então deve mesmo existir. Sigo procurando!

Sobre as coincidências? 

Bem, em 03 de Setembro de 2013 escrevi aqui sobre minha dificuldade em "Deixar ir". Hoje, exatos 21 meses passados, me peguei quase repetindo a temática. Mas sei que não é coincidência (nem mesmo falta de assunto), foram as famigeradas escolhas que me trouxeram de volta ao início.

Mas coincidência mesmo seria se depois de tudo não acabássemos no mesmo bar, digo lugar.