A vida tira a gente de perto e conhecemos outros lugares. Às vezes, até fixamos novas raízes bem longe...Mas quando o coração aperta, sempre sabemos com quem gostaríamos de estar.
Em todos os meus lugares preferidos neste mundo, tenho pontes como referência.
Rio, estamos chegando em casa; Cordeiro, chegamos na casa da vovó; Paris, estou no paraíso; São Paulo, um lado da marginal conheço o outro não. Gosto da analogia de que são conexões com minhas experiências e com o que vou deixando para trás.
Aliás, é costumeiro usar a expressão "deixando para trás" com uma conotação negativa, e eu não poderia discordar mais. É impossível carregar com a gente toda a bagagem e, ainda assim, seguir em frente. Gostaria de poder dizer que viajo leve, mas é mentira. Cada vez pareço carregar mais dos lugares que conheço e é gostoso voltar de tempos em tempos para pegar o que deixei para trás.
Foi assim essa semana, quando visitei San Francisco pela primeira vez depois da temporada aqui no ano passado. Uma semana parecia tempo suficiente para fazer tudo. Mas que nada! Como deixei coisas para trás: amigos queridos, lugares a visitar, restaurantes preferidos, novidades para contar. É muito bom deixar para trás porque, como diz a minha mãe, a gente sempre tem um motivo para voltar.
E essa ponte? Ah, essa ainda vai ter história para contar...

Até que enfim Hugs, postou um novo pensamento no seu Blog. Já estava com saudades, você escreve muito bem, e até acho que deveria também ser escritora, pela facilidade em transmitir suas idéias no papel. Sinto sua falta, porém é a vida, criamos os filhos para o mundo e não para nós, infelizmente. Mas nunca se esqueça que tem a ponte aérea ou rodoviária, sempre que der saudade, ou precisar de alguma coisa material ou simplesmente por querer um abraço e beijos sinceros de quem sempre torcerá por você, no plano material e espiritual!!!
ResponderExcluirA ponte que os hugs mais gostam é a aérea =)
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